segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

CAVALO ENCILHADO

Cavalo encilhado não passa duas vezes


Oportunidades são definidas como ocasiões favoráveis, mas ao aceitá-las entramos, muitas vezes, em ocasiões desfavoráveis e por isso nos arrependemos. E assim como o Guilherme Tibola falou sobre a dificuldade de enxergarmos as oportunidades, é grande a dificuldade de aceitarmo-las, pois temos medo de como as oportunidades podem afetar as nossas vidas pacatas.
Temos um dito popular, no Rio Grande do Sul, que diz: "o cavalo encilhado (com sela) não passa duas vezes". E se levássemos a sério esse ditado, entenderíamos o quanto devemos refletir ao aceitar ou recusar uma chance que pode ser única. E essa reflexão pode nos dar a convicção necessária para as oportunidades que virão em sequência. Em 2006, um colega me convidou para abrir um consultório em Não-Me-Toque/RS e por isso fui morar lá. Aceitei esse convite por dinheiro, que acabou não vindo, mas ganhei felicidade ao conhecer muitos amigos e também ao conhecer a JCI. E esses 3 anos que morei em NMT me ensinaram a acreditar em minhas próprias decisões e por isso, me prepararam para a próxima oportunidade. Em 2009, numa viagem para Itália, conheci uma garota da Armênia. E ao voltarmos cada um para seu país, perguntei a ela se eu iria para Armênia ou se ela viria para o Brasil, e ela disse: "Eu vou para o Brasil, mas tu tem que vir para cá casar comigo". E após isso, ela me contou que o divórcio não é bem aceito no país dela, o que acabou aumentando o medo de subir no cavalo. Meus pais e amigos diziam que isso era loucura e que não ia dar certo, mas eu já havia feito minha decisão. Casamos em Junho desse ano, e não me arrependo nem pouco de ter aceito essa oportunidade que eu sabia que não haveria outra. Por isso caro leitor, quando o cavalo passar encilhado em sua frente, reflita, mas não pense duas vezes, pois ele pode não passar de novo em sua vida.

Fonte: Eduardo dos Santos Rodrigues - eduardo.samurai@gmail.com

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