quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

BRASILEIRO

Não falo de algo muito grande
Falo do cotidiano
Da vida em preto e branco
Sou um repórter da poesia
A narrar fatos da vida
Falo do pai de família
Que levanta cedo, respira fundo
E vai a luta
Falo daquela mãe
Que não tem o que por na boca do filho
Falo da fila do INSS
Dos aposentados contando cada centavo do pagamento
Falo daquele menino que cheira cola
E nunca mais foi a escola
Falo do nordestino pisando aquela terra seca
Olhando para o céu e pedindo chuva
Falo dos desabrigados pela enchente no sul
Falo daquele homem
Que ainda cheio de esperança
Olha seu título de eleitor
E acredita que tudo pode melhorar
Falo do desempregado que aposta sua esperança
Na mega sena acumulada
São desses seres maravilhosos
Que componho meu poema inteiro
Desse povo que sonha, torce e ri
E que ainda tem orgulho de ser brasileiro.

(Antonio Elias)

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