quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

HISTÓRIA

Fico paralisado olhando estrelas
Em noite fria e de céu azul
Fico imaginando algumas pessoas
Vivendo à toa, na América do Sul
O desgoverno atuando de forma estúpida
A fome, a cama, o poder e a lama
É quando um hippie em uma flauta doce
Toca uma canção e de nada reclama
Penso nos mutilados, torturados
De outras décadas
Outros poetas em protestos febris
Mas o hippie toca e pouco se importa
Nos fatos passados, militares ou civis
Sento-me na calçada para ouvir o som
Que vem, embriaga e contagia
A bandeira da paz não mais tremulou
Nessa cruel e louca guerra fria
Quantos e quantos seres pensantes
Perdidos em sonhos e velhos ideais
Revolucionam, falam, cantam e pregam
Um mundo mais justo, com divisões iguais
Eu sigo e o som da flauta
Permanece gravado na minha memória
Que procura esquecer, ignorar, deixar
Fagulhas tão tristes dessa nossa história...

(Antonio Elias)

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