A neurose talha o sentimento puro
E faz do amor mera rotina
O ser humano fica inseguro
Perdido no medo que o sistema ensina
E eu me vejo no jogo da vida
Instrumento sem utilidade
Com a força da fé quase perdida
Achando utopia a felicidade.
É quando brota em mim a libertação
E eu vou pra Serra de Botucatu
É vida nova é nova a sensação
Um corpo livre se sentindo nu
Da porta da minha cabana
Vejo a cobra de aço despontar
Por sobre os trilhos da sorocabana
Com segredos pra se desvendar.
Medito sobre os tipos de pessoas
Que no trem estão paralelos
Pensamentos fúteis, simples e à toa
Entre ideais e sonhos tão belos
Crianças sonham com a paisagem verde
Olhando as aves na montanha
Homens que de cifrões tem sede
Falando de sexo e suas façanhas.
Então vejo na serra tosca capela
Deixando o lugar ainda mais divino
Numa oração me aproximo dela
Sentindo paz no coração menino
Harmonizo agora o meu pensamento
Refeito de todo antigo torpor
Lá na Serra de Botucatu o vento
Traz na voz uma canção de amor.
Letra: Antonio Elias
Música: Raphael
Nenhum comentário:
Postar um comentário