Fico às vezes perplexo
Com a velocidade humana
Onde pessoas se olham sem se ver
Se tocam sem sentir
Transam sem se amar
Onde o maior compromisso é o ego
O poder e o novo padrão de vida
Eu caminho por uma rua movimentada
Onde vejo uma velha senhora
Que às vezes ri, às vezes chora
Que pouco entende aquilo que lhe falam, quando falam
Ela não tem noção de horários, deveres, limites
Ela simplesmente existe, insiste
Noto que a maioria das pessoas
Não a percebe
Mas ela também não liga, não reclama
Não ama e não sofre por amor
Apenas às vezes uma dor
Que ela já aprendeu a conviver
O dia passa, a noite vem
E ela pouco se importa, não pensa
Não lamenta a sua sorte
Ela é um pouco eu, um pouco você
Um pouco vida, um pouco morte...
(Antonio Elias)
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