É madrugada, minha cidade está parada
Está dormindo perdida no nada
Eu tento escrever um texto
Sou um poeta de plantão
Com versos rasgando a madrugada
E costurando minha emoção
Sou um ser insone que escreve
De forma um pouco desordenada
Que busca algumas palavras
Como tijolos na construção
Sou um operário da poesia
Que espera o nascer do dia
Que busca uma solução
É assim que me vejo
Um pouco perdido, um pouco sem rumo
Com um coração apaixonado
Parado, calado, ouvindo o som do silêncio
Ouvindo o canto triste de um galo
Que canta pra espantar o sono
Enquanto espanto minhas incertezas
Com palavras, frases e magia
Apenas um poeta insone
A construir uma nova poesia...
(Antonio Elias)
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